História de Severínia - Portal da Prefeitura Municipal de Severínia-SP
 História 

História

Severínia é um pacato, mas não típico município do Interior do Estado de São Paulo. Ela é mais alegre, mais hospitaleiro e mais progressista. Com pouco mais de 15 mil habitantes, e mais uma população flutuante de cerca de 3 mil,  traz como marca a segurança, baixos índices de violência e criminalidade e receptividade. A economia é voltada para a agroindústria e tem como símbolo do progresso a Usina Guarani.

 Quem é de Severínia tem muito orgulho dessa terra, e quem não é, precisa conhecer.

O fundador de Severínia foi José Severíno de Almeida que doou uma gleba com 50 alqueires de terra para a instalação do município em 1914. Ele era criador de porcos na cidade de Batatais e veio para região em busca de novas oportunidades com o café. Aqui, adquiriu e desbravou uma grande área de terra, formando a fazenda Bagagem.    

 Com o desbravamento do sertão paulista, a região passou a ser servida pela Estrada de Ferro São Paulo-Goiás, que levava o progresso, até, onde hoje se encontra a cidade de Nova Granada. No trecho entre Bebedouro e Olímpia, inaugurou-se em 1913 a estação de Monte Verde Paulista, cabendo apenas uma pequena parada nas terras da fazenda bagagem.

Os fazendeiros da região formaram então uma comissão para pleitearem junto a companhia ferroviária  uma estação própria naquela parada.

Sua construção foi custeada por José Severíno de Almeida que recebeu o nome de Severínia, em homenagem ao fundador.

                                

Porém, no dia da inauguração, para surpresa de todos, mudaram a placa indicativa da localidade e o nome passou a ser Luís Barreto, em homenagem ao conhecido médico Luís Pereira Barreto.

Iniciou-se de imediato uma disputa pelo nome da localidade, que fora travada pelas famílias Almeida, pró "Severínia", e Junqueira Franco, que lutava por "Luís Barreto".

Em 1921, através da Lei nº 1.806, de 1 de dezembro, o Patrimônio de São José (nome adquirido após José Severíno fazer a doação das terras para a Igreja Católica) foi elevado à categoria de Vila, sede de distrito de paz, com território desmembrado dos distritos de Cajobi e Olímpia, com a denominação de Severínia. No mesmo ano foi criado o distrito policial e paróquia.

Dez anos depois, por um decreto, Severínia voltaria a se chamar Luis Barreto. Só oito anos mais tarde este Decreto foi revogado, entrando em vigor em 1939 definitivamente o nome de Severínia. Sua emancipação política só aconteceria em 1954.

                                                                                

O primeiro Prefeito eleito foi José Marcelino de Almeida, neto de José Severíno de Almeida. Sua gestão foi marcada pela construção da Prefeitura e Câmara Municipal com recurso particular. Ele também instalou o primeiro encanamento de água para os habitantes. 

De lá  até os dias atuais, tivemos 15 períodos administrativos, governados por 12 Prefeitos.

                    

Dados do Município.

O município de Severina é servido por duas rodovias: A SP 322, Armando de Salles Oliveiras, que liga Ribeirão Preto a Paulo de Faria e a Rodovias José Marcelino de Almeida (SP 373) que liga Severínia à Rodovia Brigadeiro Faria de Lima (SP 326).

Severínia localiza-se ao noroeste do Estado, pertencendo à 13ª Região Administrativa de São José do Rio Preto, e à 7ª Região de Governo de Barretos, e sua distância da Capital do Estado é de 430 quilômetros por vias asfaltadas.

As coordenadas geográficas da sede do município são de 20° 45' de latitude sul e 48° 50' de longitude WGR; o clima é tropical, quente e úmido; a altitude é de 584,6 metros; e sua extensão territorial é de 140,4 Km².

O Santo padroeiro é São José, que é comemorado no dia 19 de Março.

Os Serviços de fornecimento de energia elétrica estão a cargo da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) e a telefonia é feita pela Vivo, e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos também serve a cidade.

A população vive basicamente da agricultura representada pelas culturas de laranja e da cana-de-açúcar através da Usina Guarani, além do comércio e da Prefeitura Municipal, que geram muitos empregos.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, a população é de pouco mais de 15 mil habitantes (censo realizado no ano de 2010).

Os limites do município são os municípios de Cajobi, Olímpia, Barretos, Colina e Monte Azul Paulista.

A bacia Hidrográfica é composta pelos córregos: Pau D'alho ou São Gabriel (norte) e Baixão das Palmeiras ao Sul Olhos D'água e dos Pretos e noroeste Bambu ou do Ouro e Barreiros a leste e Matadouro ou do Alípio ao sudeste. O Rio Cachoeirinha é o mais volumoso e corta o município em toda sua extensão.

A INDÚSTRIA

Quem hoje trabalha na Empresa Açúcar Guarani S/A, ou tem algum parente ou amigo que lá trabalhe, ou que visite aquela conceituada Empresa, ou até mesmo, quem compra nos supermercados, o Açúcar Guarani, brilhante produção desta Empresa, nem imagina e quase não acredita, que na década de 40, este conglomerado era simplesmente um engenho de pinga.

O Senhor César Galib Tannuri, após adquirir este pequeno engenho e realizar um trabalho árduo, produziu a "afamadíssima" Aguardente Guarani, fabricada por processos especiais, que em sua apresentação ao público ficou denominada como insuperável, um produto de refinada distinção.

Mas o senhor César, um homem de visão e de muita determinação foi além da produção de aguardente,pois conseguiu com muito sacrifício, produzir o açúcar mascavo, o açúcar preto e fornecer as Forças Armadas.

Após esta brilhante realização, obteve o direito de inaugurar a usina açucareira, que não demorou a entrar em funcionamento a todo vapor, com a produção de açúcar cristal, além é claro, da insuperável aguardente.

A inauguração deu-se após muitas dificuldades, pois César Galib Tannuri, superou, entre outras, dificuldades de locomoção para as cidades mais distantes, onde se fazia necessário levar equipamentos para manutenção, sendo que na maioria das vezes, as manutenções eram realizadas na cidade de Sertãozinho.

Com muito esforço e superação de obstáculos, essa sua pequena indústria foi ampliando-se, posteriormente foi vendida, e hoje, aquela pequenina empresa, tornou-se simplesmente na maior fonte geradora de empregos e impostos no município.

                                    

Atualmente, a Empresa Guarani S/A, é administrada por um grupo empresarial internacional, que leva o nome da nossa querida cidade a todos os recantos de país e até mesmo no exterior. É formada por sete unidades no Brasil e uma em Moçambique gerando mais de 13 mil empregos diretos. 

Curiosidades e histórias peculiares de Severínia

Graças aos porquinhos

Você sabia que José Severino de Almeida pagou com banha de porco as terras que comprou na região, inclusive as que se tornariam Severínia?  Isso mesmo, ao chegar na região ele percebeu que em nenhuma propriedade havia criação de suínos devido a grande quantidade de onças pintadas que por aqui habitavam e devoravam todos os porcos que encontravam pela frente. Como naquela época a banha era usada não só como alimento, mas também como conservadora dele, e por isso bastante valorizada, teve a idéia bem sucedida de trocar pedaços de terra por latas de banha trazidas de Batatais.

Álvora,  potencia regional

Você sabia que o povoado de Álvora já foi muito mais interessante que Severínia? Álvora surgiu dentro  da Fazenda Reunidas, que era considerada uma fazenda modelo com mais de quarenta tipo cultivos diferentes. Enquanto Severínia dava seus primeiros passos, quase sem estrutura, Álvora era a referência de todas as pessoas que moravam nas fazendas, sítios da região e também para quem morava em Severínia. Mesmo com pouca população no local, existia no povoado uma estação de trem e quatro grandes armazéns que fornecia comida e materiais de higiene. Pela única avenida, era possível ainda encontrar açougue, barbearia, Banco, dentista e até médico.

Sabonete premiado

O caso do sabonete premiado aconteceu na antiga Casa Tannuri, um grande e próspero armazém que tinha como um dos funcionários o alegre e festivo Quitó Nadruz, que sempre gostava de aprontar com os amigos. Foi quando a empresa do sabonete Lifebuoy lançou uma promoção que valia um carro chevrolet 0km. Para ganhar era preciso encontrar uma chave que estava escondida dentro de algum sabonete. Essa foi uma grande oportunidade para o seu amigo dentista Índio Campos Pinto lhe pregar uma peça e descontar um pouco das brincadeiras que outra hora ele fizera. Para isso Índio Campos Pinto, com a ajuda de outros funcionários da casa, pegou um sabonete e com o equipamentos odontológicos fez um corte cirúrgico colocando dentro uma chave e depois selando com uma espátula quente. Daí foi só esperar a esposa do Quitó ir até o armazém comprar sabonete, que um dos atendentes e conspirador da trama vendeu o a ela. Conta que ao tomar banho Quitó sentiu a chave cair e quase não acreditou que a sorte o tinha encontrado ali daquela maneira. Dalí em diante foi só festa.  Foi organizada uma passeata com a participação de várias pessoas pelas ruas da cidade que comemoravam em alto e bom som. Mas, o sonho durou pouco, pois ainda naquela mesma noite ele ficou sabendo que tratava-se de  uma elaborada pegadinha.     

O caso do Ovo milagroso

Severínia era uma cidade totalmente voltada ao cristianismo, e o pessoal acreditava muito em milagres. Foi quando uma senhora moradora de um sítio nas redondezas acabou encontrando no ninho de uma de suas galinhas um ovo que tinha na casca um desenho com o formato de uma cruz em baixo relevo. Devota, aquilo foi para ela uma sinal de milagre. Logo a estória se espalhou e todos queriam ver o tal ovo.

 Onde hoje é o pátio do Mercado Donaire era instalado a Prefeitura e a Câmara, tudo muito simples muito modesto, e lá fizeram uma redoma, uma mesa e colocaram o ovo ali. Formavam-se filas de fiéis de todo canto para presenciar aquele milagre. O que tinha problema de vista passava a mão no ovo e no olho, o outro ajoelhava, e assim por diante.  Em meio as acirradas disputas sobre o nome que a cidade deveria ter, alguns até comentavam que aquilo era um sinal divino para que colocassem o nome de Ovolândia.

Com tamanha repercussão, um jovem de apelido "Gaiato",  sujeito também Severinense que morava em um sitio perto, resolveu desvendar o mistério. Confessou que seria ele o responsável por tal acontecimento, já que tinha ido até aquele ninho e desenhado com suco de limão a cruz que acabou corroendo a casca e gerando o desenho. E assim  o ovo milagroso ruiu por terra e desta vez o milagre não aconteceu.

Informações retiradas do Livro Sua história, Severínia! Do escritor Devanir Deloredo